Mulher que decepou órgão genital do marido deve ser indiciada por lesão gravíssima e homem por estupro de vulnerável, diz polícia
Central de Polícia Civil de Campina Grande Reprodução/TV Paraíba A mulher que decepou o órgão genital do marido em Campina Grande, Agreste da Paraíba, de...
Central de Polícia Civil de Campina Grande Reprodução/TV Paraíba A mulher que decepou o órgão genital do marido em Campina Grande, Agreste da Paraíba, deve ser indiciada por lesão corporal de natureza gravíssima, enquanto o homem deve ser indiciado por estupro de vulnerável contra os dois enteados, segundo a Polícia Civil. As informações foram confirmadas à TV Paraíba pelo delegado Heitor Soares, responsável pela investigação, nesta quarta-feira (16). Segundo ele, os dois inquéritos estão em fase final e devem ser concluídos nos próximos dias, após a chegada dos últimos laudos periciais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp De acordo com a Polícia Civil, a mulher se apresentou à polícia na última quinta-feira (10) e confessou ter agredido o marido. Ela afirmou que amarrou o homem, cortou o órgão genital dele com uma faca, depois jogou o órgão no vaso sanitário e deu descarga. O órgão não foi localizado. A faca também não foi encontrada. A Polícia Civil também avalia se outros crimes podem estar relacionados à agressão, como eventual tortura. Ainda segundo o delegado, a mulher teria cometido a agressão depois de suspeitar que o marido abusava sexualmente dos dois filhos dela, de 8 e 10 anos. As crianças são enteadas do homem. Vídeos em alta no g1 Crianças confirmaram os abusos As crianças passaram por depoimento especial e, segundo o delegado, relataram à Polícia Civil que foram vítimas de abuso sexual. Ainda de acordo com Heitor Soares, os supostos abusos teriam começado depois que as crianças pediram para jogar no celular. A mãe não teria permitido, mas o padrasto teria deixado que elas jogassem em troca dos abusos. Os supostos crimes teriam acontecido há mais de um ano, quando a família morava no bairro da Liberdade, em Campina Grande. As crianças contaram à mãe o que teria acontecido. Depois disso, o pai delas procurou as autoridades e registrou um boletim de ocorrência no dia 7 de setembro, quando um inquérito foi aberto para investigar o caso. O homem nega ter abusado sexualmente das crianças. Inquéritos estão em fase final A Polícia Civil ouviu o homem, a mulher e testemunhas. As duas crianças também passaram por depoimento especial, realizado por uma equipe especializada. Além disso, exames e laudos periciais foram solicitados. Segundo o delegado, a investigação aguarda apenas os últimos laudos para ser concluída. Caso os elementos reunidos sejam confirmados, a mulher deve ser indiciada por lesão corporal de natureza gravíssima pela agressão contra o marido. O homem deve ser indiciado por estupro de vulnerável em relação às duas crianças. Segundo Heitor Soares, a lesão é considerada gravíssima devido à amputação do órgão genital e à perda da função sexual. Os dois respondem em liberdade Segundo o delegado, a Polícia Civil não identificou necessidade de pedir a prisão da mulher. Ela não tinha antecedentes criminais e, conforme a avaliação da investigação, não apresentava risco à coletividade. O homem também não foi preso. Ele recebeu uma medida protetiva que o impede de se aproximar ou manter contato com as duas crianças. De acordo com Heitor Soares, o homem deverá passar por uma cirurgia para reconstrução do canal urinário após a amputação do órgão genital. Relembre o caso O homem de 33 anos foi encontrado amarrado e com o órgão genital decepado na noite do dia 6 de setembro, no bairro da Catingueira, em Campina Grande. Segundo a Polícia Militar, ele estava com as mãos e os pés amarrados e havia perdido muito sangue. O órgão genital não foi encontrado no local. A companheira do homem era a principal suspeita de ter cometido a agressão. Segundo o relato da vítima à Polícia Militar, a mulher teria pedido para testar tipos de nós que aprendia em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo. As suspeitas de abuso sexual foram relatadas pelas crianças à mãe no sábado (5). Segundo informações repassadas à polícia, elas disseram que o padrasto teria abusado sexualmente delas em troca do celular. O homem foi socorrido para o Hospital de Trauma de Campina Grande e recebeu alta no dia 8 de setembro. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba